Rio Comicon 2011 - Exposições


O Espírito Vivo de Will Eisner

Eisner esteve no Brasil sete vezes e tem aqui um dos seus mais importantes mercados editoriais. Publica no Brasil desde a década de 1940. Ao finalizar suas obras enviava uma cópia ao seu editor norte-americano e outra para seu editor brasileiro. Esta exposição, O Espírito Vivo de Will Eisner, é uma homenagem resultante de todos os amigos que fez, todos os profissionais e discípulos que auxiliou e todo o público que conquistou, aqui e no mundo, mostrando pela primeira vez em nosso país 106 de seus desenhos originais.

Um dos artistas mais influentes dos quadrinhos no mundo. Participou ativamente do momento de criação deste meio de expressão no início a década de 1940 e, com seu personagem Spirit, foi contemporâneo das maiores criações no gênero, como Superman e Batman. Como empreendedor marcou a luta pela valorização da profissão, sendo o único artista de seu tempo a ter os direitos sobre seu personagem. Vinte anos mais tarde criou o conceito de graphic novel, as novelas gráficas com temas adultos que revolucionaram o mercado editorial. Professor na Escola de Artes Visuais de NY, escreveu livros importantes sobre seu meio de expressão e tem entre seus discípulos artistas do quilate de Art Spiegelman, Jules Pfiffer e os brasileiros Ziraldo e Mauricio de Sousa.

CLAMP - As Rainhas do Mangá
As Rainhas do Mangá é o nome da grande exposição em homenagem ao grupo de mangakás (autores dos quadrinhos japoneses conhecidos como mangá) CLAMP que integra a programação oficial do Rio Comicon 2011. Originário da região de Kansai, no Japão, o CLAMP é formado atualmente por quatro mulheres: Ageha Ohkawa, Mokona, Tsubaki Nekoi e Satsuki Igarashi.

A exposição As Rainhas do Mangá¸que chega agora ao Brasil para o Rio Comicon 2011, foi produzida originalmente pelo Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême (França) em 2008 e apresentada na Paris Bibliothèques em 2009, na capital francesa, por ocasião da visita das autoras ao Japon Expo, em homenagem aos 20 anos do estúdio formado pelas quatros mangakás. Foi a primeira vez que elas visitaram a Europa. A exposição contou com reproduções de croquis, screenshots e mangás então em desenvolvimento, e mostra a variedade do trabalhos das artistas. Todas as quatro remanescentes mudaram de nome quando o CLAMP completou 15 anos, em 2004.

As filhas do italiano Guido Crepax

Criada para representar a nova mulher surgida nos anos 1960, Valentina reúne erotismo, liberdade, inteligência, sonho e luxúria. Ela surgiu como personagem secundária, mas logo estaria protagonizando não só suas histórias como o trabalho de Guido Crepax, um dos grandes nomes do fumetti (fumaça na tradução literal, mas que designa os quadrinhos) italiano da segundo metade do século passado. E seu protagonismo se deve à sua personalidade afinada com as mudanças pelas quais as mulheres encaravam naquele momento, com mais liberdade – sexual, profissional, entre outras – e uma das mais importante emancipações que elas iriam conquistar depois de décadas de batalha.



Para além de seu poder de sedução, de sua sexualidade bem resolvida e de sua determinação em tomar o rumo de sua vida (e das histórias em quadrinhos que protagonizava), Crepax foi além ao abordar referências das mais variadas vertentes de arte e criar um espaçamento original na página e nos quadros que a formavam. Não tardaria para que ela se tornasse um ícone, permanencendo na memória dos apaixonados pela nona arte, mas não só. Ela extrapolou o universo das HQs para influenciar o cinema (num caminho de volta, já que inspirada na atriz norte-americana Louise Brooks), a fotografia, a moda, a televisão etc.


DC Comics 75 Anos
O assunto das últimas semanas em relação à DC Comics tem sido o reboot em suas principais revistas e personagens, onde a editora decidiu zerar e reiniciar a numeração e as histórias de super-heróis como Batman, Super-Homem e companhia. A iniciativa, lançando simultaneamente as novas revistas nas bancas e de maneira digital, tem dado certo; muitos já esgotaram suas tiragens iniciais e reimpressões estão sendo feitas.

Mas, seja você um fã antigo, que acompanha os heróis há décadas, ou alguém que conheceu este universo recentemente, uma obra lançada no fim de 2010 pela Taschen merece a sua atenção antes destes e dos vindouros lançamentos. 75 Years of DC Comics: The Art of Modern Mythmaking - com suas mais de 700 páginas coloridas e ricamente ilustradas com mais de mil imagens, formato enorme de 40 cm x 30 cm e pesando mais de sete quilos – é literalmente o grande livro que mergulha fundo na história de uma das mais importantes editoras de quadrinhos dedicada ao super-heróis, e que já editou mais de um milhão de páginas que ajudaram a formar a memória afetiva de toda uma geração de fãs de quadrinhos.

Um comentário: