segunda-feira, janeiro 20, 2020

sábado, janeiro 18, 2020

Resenha - Um Marido de Faz de Conta, de Julia Quinn - Editora Arqueiro

Título: Um Marido de Faz de Conta (The Girl With The Make-Believe Husband)
Série Os Rokesbys 02
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro

Sinopse:
 Enquanto você dormia…
Depois de perder o pai e ficar sabendo que o irmão Thomas foi ferido durante uma batalha nas colônias, Cecilia Harcourt tem duas opções igualmente terríveis: se mudar para a casa de uma tia solteira ou se casar com um primo vigarista. Então ela cruza o Atlântico, determinada a cuidar de seu irmão pelo tempo que for necessário. Só que, após uma semana sem conseguir localizá-lo, ela acaba encontrando seu melhor amigo, o lindo oficial Edward Rokesby. Ele está inconsciente, precisando desesperadamente de cuidados, e Cecilia promete salvar a vida desse soldado, mesmo que para permanecer ao lado dele precise contar uma pequena mentira...
Eu disse a todos que era sua esposa
Quando Edward recobra a consciência, não entende nada. A pancada na cabeça o fez esquecer tudo que aconteceu nos últimos três meses, mas ele certamente se lembraria de ter se casado. Apesar de saber que Cecilia Harcourt é irmã de Thomas, eles nunca foram apresentados. Mas, já que todo mundo a trata como esposa dele, deve ser verdade.
Quem dera fosse verdade…
Cecilia coloca o próprio futuro em risco ao se entregar completamente ao homem que ama. Mas quando a verdade vem à tona, Edward talvez também tenha algumas surpresas para a nova Sra. Rokesby.


Um Marido de Faz de Conta é o segundo livro da série Os Rokesbys da autora Julia Quinn, publicado pela Editora Arqueiro aqui no Brasil.

Nesse segundo livro teremos a história de Cecilia Harcourt e Edward Rokesby. Após a perda do pai, um primo de Cecilia insiste para casar com ela, pois uma moça não pode ficar sozinha no mundo. Após receber a notícia que o irmão foi ferido em batalha, um tanto desesperada e sem mais notícias, Cecilia parte para a América em busca do irmão que foi ferido na guerra e em meio as busca que duraram uma semana ela acaba encontrando Edward, o amigo de seu irmão.

Ele está muito ferido e Cecilia decide que vai ficar ao seu lado e fazer tudo o que puder por ele, mas só tem um pequeno problema, somente pessoas da família podem ajudar seus entendes queridos e sem saber como, quando os oficiais perguntam quem é ela, Cecilia se vê falando que é esposa de Edward!

(Só quem já passou por isso, sabe como é. Ir no hospital e saber que você não pode visitar porque a preferência é para: o marido, mãe e filhos... e a irmã?? pois é, minha gente... eu dava um jeitinho e entrava escondida, então compreendo bem a atitude da Cecilia)

Quando Edward finalmente acorda, ele está confuso e não lembra muito bem de nada, mas ele acaba descobrindo que está casado com a irmã do seu amigo! Sim!! Ele está casado com a linda Cecilia e não lembra de nada desse casamento... (porque será né, meu povo? o coitado tenta lembrar e? nada...)

A situação de Cecília é muto delicada, mas mesmo assim acaba prolongando a mentira, pois acaba descobrindo que por ser esposa de Edward, os outros oficiais dão mais atenção aos pedidos dela na busca pelo irmão que está desaparecido e Cecília precisa encontrar o irmão.

"Queria ser a esposa dele, a mãe dos filhos dele, seria uma vida maravilhosa...
... se tudo não fosse uma mentira."
(pág. 160)

Edward vai melhorando e fica muito contente por ter casado com uma mulher linda, alegre e divertida, Cecília é um colírio para seus olhos e para a sua vida... Mas Edward sente que alguma coisa não está muito certa na história do casamento com Cecília...

Em meio a toda essa confusão, uma forte atração vai nascer desse "casamento" de Cecilia com Edward, mas será que ela vai contar a verdade pra ele?

Isso eu não vou revelar para vocês, mas posso dizer que esse casal é um amor, a mocinha é a frente do seu tempo, ela vai a luta, segue seu coração e toma as decisões que acha certa. Um pouco maluquinha pra época? Bastante, mas ela é um doce, assim como o nosso querido Edward, um mocinho bonzinho e encantador.

Apesar do plano de fundo ser sobre guerra, a história do romance deixa tudo mais leve.


Super recomendo essa leitura, é um livro pra se ler com o maior carinho. 


Vamos falar um pouco da parte técnica do livro?
Na capa temos a imagem de um homem olhando pela janela com uma pena tinteiro nas mãos escrevendo uma carta pensativamente. A capa é toda fosca com aplicação de verniz (brilho) no título do livro,  no nome da autora e nos arabescos que enfeitam a capa. A diagramação interna é simples, mas muito bem cuidada. As páginas foram impressas em papel off-white, o que suaviza a leitura e não cansa os olhos. O livro possui 304 páginas, dividido em 22 capítulos, nota da editora, epílogo e um trecho do próximo livro da série.
Parabéns para a editora Arqueiro pelo belo trabalho.

Os livros da série Os Rokesby são:
01 – Uma Dama Fora dos Padrões
02 – Um Marido de Faz de Conta
03 – Um Cavalheiro a Bordo

Capas estrangeiras:
   

Sobre a autora: Julia Quinn começou a trabalhar em seu primeiro romance um mês depois de terminar a faculdade e nunca mais parou de escrever. Seus livros já atingiram a marca de 8 milhões de exemplares vendidos, sendo 3,5 milhões da série Os Bridgertons. É formada pelas universidades Harvard e Radcliffe. Seus livros já entraram na lista dos mais vendidos do The New York Times e foram traduzidos para 26 idiomas. Foi autora mais jovem a entrar para o Romance Writers of America’s Hall of Fame, a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos, e atualmente mora com a família no Noroeste Pacífico.



quinta-feira, janeiro 16, 2020

Resenha - A Mulher na Janela, de A. J. Finn - Editora Arqueiro

Título: A Mulher na Janela (The Woman In The Window)
Autor: A. J. Finn
Editora: Arqueiro
Sinopse: Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos.
Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle?






A Mulher da Janela, de A. J. Finn, publicado pela Editora Arqueiro foi um dos livros que eu li assim que foi lançado e foi uma grata surpresa, uma bela homenagem aos filmes antigos, principalmente "Janela Indiscreta" de Alfred Hitchcock. Falei bastante sobre essa história com meus amigos, foi tema de vários bate papos e para relembrar certas passagens da história para fazer essa resenha, acabei lendo o livro novamente, a história é tão legal de se ler, que quando vemos já estamos fechando o livro empolgados e torcendo para o filme estrear logo no cinema.

Anna Fox no momento está morando sozinha na sua grande casa, ela possui um transtorno psicológico que adquiriu depois de um grande trauma e agora ela não consegue sair de casa, só de se aproximar da porta de saída da casa, ela já começa a passar mal, não consegue nem colocar o pé fora de casa que entra em pânico e desmaia. Ela possui um jardim na parte de cima de sua casa, mas também não consegue ir até lá.

Em meio a todo esse transtorno chamado de agorafobia, medo de lugares abertos, Anna tem como seus melhores amigos: o álcool (muitos e muitos copos), seus remédios (que ela não deveria tomar com bebida alcoólica) e a janela da sua casa de onde ela acompanha a vida dos seus vizinhos de forma obsessiva usando a sua câmera.

Sem ter muita coisa pra fazer e enclausurada dentro de sua própria casa de três andares, escura e opressiva, pressa dentro de sua ansiedade sem fim, Anna fica nesse redemoinho de monotonia, mas ainda consegue assistir a filmes antigos, jogar xadrez online, conversar com estranhos no computador e "tenta" de certa forma manter a sanidade. Ficar sóbria já é outra história, ela parece estar constantemente embriagada e um pouco alucinada por causa da mistura de remédio+bebida alcoólica. Anna Fox é um caso bem complexo.


A chegada de um novo vizinho desperta a curiosidade de Anna que passa a vigiar mais de perto essa família aparentemente perfeita. A família Russell é composta por três pessoas: pai, mãe e um filho adolescente. Anna observa exaustivamente cada membro da família, pesquisa sobre eles na internet, tenta acompanhar as suas rotinas... é todo um grupo novo de pessoas que ela quer analisar.
O adolescente parece um garoto reservado, até mesmo meio triste, passa bastante tempo no computador e estuda em casa.

Até que um dia a Sra. Russell ajuda Anna em um dos seus ataques de pânico na porta de sua própria casa e ambas acabam conversando animadamente na sala de Anna. Após esse incidente, Anna acaba vendo, através da janela da sua casa, a sra. Russell ser morta e liga imediatamente para a polícia!
Mesmo estando confusa, bêbada, cheia de remédios e tenha assistindo a um filme onde tinha assassinato... Tudo estava meio confuso na sua cabeça, mas mesmo assim Anna tinha certeza de que tinha visto a sra. Russell ser morta!

“Desde ontem tenho evitado a cozinha. A cozinha e todo o primeiro pavimento. Mas agora estou de volta à janela, espiando a casa do outro lado do parque. Despejo um ou dois dedos de vinho na taça. Sei o que vi. Uma mulher ensanguentada. Suplicando ajuda. Essa história mal começou. Bebo mais vinho.”
(pág. 169)

Os policiais ouvem todo o relato de Anna meio desconfiados, mas vão até a casa dos Russell para verificar se todos os integrantes da família estão bem. A polícia avisa a Anna que nada aconteceu, que está tudo ok e ela entra em um certo pânico. Anna não acredita, então os três integrantes da família vão até a sua casa para comprovar que todos estão vivos.

E para a surpresa de Anna os três estão lá de pé, bem vivos, só que a Sra. Russell é uma outra mulher que ela nunca tinha visto!!! #ComoAssim

E começa todo o mistério e suspense psicológico desse livro, levando o leitor por um labirinto de acontecimentos surpreendentes sobre a vida de Anna, sobre os Russell e ainda sobre um inquilino de Anna que mora no porão da casa dela.

A livro é muito bom e senti uma certa nostalgia ao ler essa história, uma bela homenagem aos bons filmes antigos de Alfred Hitchcock.

Que venham mais histórias boas assim.


Trailer Oficial:


Vamos falar um pouco da parte técnica do livro?
A capa é fosca com um toque aveludado. A diagramação interna é simples, mas muito bem cuidada. As páginas foram impressas em papel off-white, o que suaviza a leitura e não cansa os olhos. O livro possui 352 páginas.
Parabéns para a editora Arqueiro pelo maravilhoso trabalho.

Capas estrangeiras:
   



Sobre o autor:
Formado em Oxford, A. J. Finn é ex-crítico literário e já escreveu para diversas publicações, incluindo Los Angeles Times, The Washington Post e The Times Literary Supplement. A mulher na janela, seu primeiro romance, foi vendido para 36 países e está sendo adaptado para o cinema numa grande produção da 20th Century Fox. Natural de Nova York, Finn viveu por dez anos na Inglaterra antes de voltar para sua cidade natal, onde mora atualmente.

terça-feira, janeiro 14, 2020

Resenha - O Café da Praia, Lucy Diamond - Editora Arqueiro

Título: O Café da Praia (The Beach Cafe)
Selo Romances de Hoje
Autor: Lucy Diamond
Editora: Arqueiro
Sinopse:
Em uma praia paradisíaca, Evie Flynn tem a chance de começar do zero…
Evie sempre foi a ovelha negra da família: sonhadora e impulsiva, o oposto das irmãs mais velhas bem-sucedidas. Tentou fazer carreira como atriz, fotógrafa e cantora, mas nada deu muito certo. Às vezes, ao pular de um trabalho para outro, ela tem a sensação de que lhe falta um propósito. Quando sua tia preferida morre em um acidente de carro, Evie recebe uma herança inesperada, um café na beira da praia na Cornualha. Empolgada com a oportunidade de mudar de vida, ela decide se mudar para lá, mas logo descobre que nem tudo são flores: os funcionários não são dos melhores e o local está caindo aos pedaços. Tudo bem diferente dos tempos em que passava as férias de verão com a tia. Apesar das dificuldades, pela primeira vez Evie está determinada a ter sucesso. Ao lutar pelo café, ela busca secretamente dar um novo rumo à sua vida e, assim, pode acabar conquistando bem mais do que esperava no trabalho...  e também no amor.



O Café da Praia faz parte do selo Romances de Hoje, publicado pela Editora Arqueiro. Os livros publicados através desse selo vão contar histórias de mulheres fortes, empoderadas, que vão a luta tentando resolver suas vidas e seus problemas sozinhas, e meio que sem querer elas encontram o amor. São mulheres dos dias de hoje, bem reais, que poderiam muito bem ser uma de nós. A história não é focada no romance e sim no desenrolar da vida dessas mulheres, onde o amor acaba acontecendo inesperadamente.

Gostei muito da história desse livro, adorei a coragem da Evie em acreditar em seus sonhos, de conseguir observar que ela não pertence a certos ambientes. Quando tenta se encaixar, acaba não se enquadrando, se sente aprisionada, intoxicada e triste. No mundo de Evie não existe essa vida perfeitinha de ir trabalhar em um escritório gelado, com regras rígidas, pagar hipoteca... Ela quer viajar, conhecer o mundo, se divertir e ser divertida, a vida pra ela é muito mais do que uma rotina na cidade grande.

Evie já tentou ser várias coisas, fotógrafa, atriz, cantora e acreditou em cada uma delas, mas simplesmente não aconteceu. Ela está com trinta e dois anos e ainda não tem uma profissão definida, seu namorado acredita que ela "tem que fazer pedagogia", e,  por "indicação dele" fez um curso de secretariado. Agora Evie vive de empregos temporários em escritórios, economizando para o curso de pedagogia que nem tem certeza que quer fazer. Na verdade a vontade de Evie é pegar as economias e viajar pra Índia, se divertir e viver a vida.

Sua família também não a entende, ela é a "ovelha negra". Suas irmãs são bem sucedidas, com empregos perfeitos, maridos perfeitos, filhos perfeitos, casas e carros perfeitos, e elas não perdem a oportunidade de colocar Evie pra baixo, esfregando-lhe na cara o quando a vida dela é imperfeita.

Evie tem um espírito livre, aventureiro, daqueles que não aguentam ficar presas em locais fechados e chatos, dentro de empresas, digitando documentos e vivendo uma vida pasmada.
Ela quer mais! Ela precisa de mais!

Após o falecimento de uma tia muito querida, Evie recebe a notícia que herdou o Café da Praia, um café que sua tia administrava na praia da Cornualha onde Evie passou férias incríveis!
Por um momento Evie não acredita e nem entende porque a sua tia deixaria o café pra ela. Suas irmãs, sua mãe e seu namorado acreditam que ela deve vender o mais rápido possível.

"Sim, minha amada sobrinha, é isso mesmo que você leu. Você sabe que sempre foi minha favorita, a filha que nunca tive. Você é a única pessoa a quem eu confiaria meu precioso café, por saber que cuidará dele com o amor e carinho que ele merece. Sempre achei que você tinha certa afinidade com este lugar, e sei que pode fazer isso..." 
Trecho da carta da tia Jo para Evie
(pág. 28)

Evie precisava ver o Café da Praia, verificar como estavam as coisas por lá, e, ao chegar, adorou rever aquela linda praia com ondas belíssimas, aquele cheiro mar maravilhoso, que trouxeram lembranças inesquecíveis ao lado da tia Jo.



Mas nem tudo está as mil maravilhas, o cozinheiro não está afim de trabalhar, os atendentes chegam atrasados e com mau humor, o estoque está quase vazio e os clientes estão reclamando da péssima qualidade do local. Sem a tia Jo ali para comandar seria muito complicado. Evie tenta administrar a distancia, pois não tinha coragem de vender, não podia fazer isso, algo dentro dela não deixava. Ficou algumas semanas acertando tudo e depois voltou para Londres.

Na tentativa de administração a distancia, Evie acabou largando o emprego (que ela já não gostava mesmo) o que deixou seu namorado Matthew bem aborrecido. Ele não estava nem um pouco empolgado com a ideia de manter o café, para ele o certo seria vender logo. Evie sentia que sua afinidade com Matthew não era mais a mesma, ou que na verdade eles nunca tiveram nenhuma afinidade mesmo.

Claro que esse ir e vir, não daria certo e Evie acaba descobrindo que o cozinheiro se demitiu e fechou o café sem ao menos avisá-la, então Evie conversou com Matthew avisando que teria que ficar um tempo na Cornualha administrando o café. Matthew preferiu terminar, deixar Evie livre para resolver as suas coisas e assim foi.

Evie fez as suas malas e seguiu com uma amiga para a Cornualha, tudo daria certo, seria uma ótima aventura! Sua amiga a ajudou bastante, mas não pode ficar muito tempo. Sobrou para Evie encontrar novas atendentes e um novo cozinheiro (cheio de segredos e mistérios). Evie acaba encontrando na amiga Annie uma excelente fornecedora de bolos deliciosos, brownies e panquecas de frutas, faz amizades maravilhosas, ajuda uma menina que precisava de apoio... e ainda tem tempo para um bom papo com os amigos e uma boa bebida... Essa era a vida que Evie sempre quis... Seu sonho sendo realizado.

Dessa vez Evie sentia que esse era o seu caminho, o seu destino.

A história flui rapidamente e é uma delícia de se ler! Todos os personagens são bem definidos, você se sente dentro da vida de Evie como se estivesse fazendo amizade com aquelas pessoas, acompanhando as confusões da administração do café, acreditando e gostando de tudo por ali. O livro foi um bálsamo, um banho de alegria e ainda com uma pitada de romance e mistério. 

Um leitura maravilhosa que super recomendo. Fiquei querendo herdar um café na praia também #QuemNunca ;)



Vamos falar um pouco da parte técnica do livro?
A capa é uma graça, repleta de elementos gráficos que contam um pouco da história, contém aplicações de verniz (brilho) no título do livro, nos elementos gráficos e no nome da autora. A diagramação interna é simples, mas muito bem cuidada. As páginas foram impressas em papel off-white, o que suaviza a leitura e não cansa os olhos. O livro possui 336 páginas, dividas em 26 Capítulos, Epílogo, As cinco praias favoritas de Lucy Diamond, Agradecimentos e Como fazer o perfeito chá completo da Cornulha #FicaDica.

Parabéns para a editora Arqueiro pelo belíssimo trabalho.


Os livros do Selo Romances de Hoje são:
A Pequena Livraria dos Sonhos
Desencontros à Beira Mar
A Casa dos Novos Começos
A Padaria dos Finais Felizes
Onde Mora o Amor
O Café da Praia



Capas estrangeiras:
  



Sobre a autora: Lucy Diamond cresceu em Nottingham e estudou literatura inglesa na Leeds University. Após se formar, trabalhou em algumas editoras e na BBC, e hoje é autora de mais de 10 romances, publicada em 15 idiomas, além de best-seller do Sunday Times. Lucy mora em Bath com o marido e os três filhos.

segunda-feira, janeiro 13, 2020

#EscutaEssaTirinha‬ 0207 – Lendo na rede


Com esse calorão dos últimos dias, a gente precisa achar um lugar fresquinho pra ler sem derreter

quarta-feira, janeiro 08, 2020

Resenha - Uma Paixão e Nada Mais, de Mary Balogh - Editora Arqueiro

Título: Uma Paixão e Nada Mais (Only Enchanting)
Série Clube dos Sobreviventes 04
Autor: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Sinopse: Ao voltar para casa depois das Guerras Napoleônicas, Flavian, o visconde de Ponsonby, ficou arrasado ao ser abandonado pela noiva. Agora a mulher que partiu seu coração está de volta, e todos estão ansiosos para que eles reatem o noivado. Exceto Flavian, que, em pânico, corre para os braços de uma jovem sensível e encantadora. Apesar de ter sido casada por quase cinco anos, a viúva Agnes Keeping nunca se apaixonou, nem quer se apaixonar. Aos 26 anos, ela prefere manter o controle de suas emoções e de sua vida. Porém, ao conhecer o carismático Flavian, fica tão arrebatada que acaba aceitando seu impetuoso pedido de casamento. Quando descobre que Flavian pediu sua mão apenas para se vingar da antiga paixão, Agnes decide fugir. Mas Flavian não tem a menor intenção de deixar a esposa partir, principalmente após descobrir que, para sua própria surpresa, está completamente apaixonado por ela.


A Série Clube dos Sobreviventes vai contar a história de um grupo de amigos que sobreviveu a guerra e que se uniram para tentar se recuperar dos problemas que a guerra deixou em cada um deles. Todo ano esses amigos se encontram na Cornualha, em Penderris Hall, propriedade de George Crabbe que também tem sua cota de sofrimento.

Uma Paixão e Nada Mais, da autora Mary Balogh, é o quarto livro da série Clube dos Sobreviventes publicado pela Editora Arqueiro aqui no Brasil. Nesse quarto livro teremos a história de Flavian, o visconde de Ponsonby, que é literalmente um sobrevivente da guerra napoleônica. Depois de quase morrer várias vezes, acabou em um leito se recuperando lentamente de um ferimento a bala na cabeça, e sua noiva, vendo a demora na recuperação de Flavian, o abandonou para se casar com o melhor amigo dele.

Minha nossa, gente, que mulher é essa??! Foi só o homem ficar convalescendo em uma cama com ferimentos graves de guerra que o amor dela passou?? Na verdade ela não o amava, porque quem ama cuida, né?

Agora Flavian está recuperado, porém com algumas sequelas, sua fala ficou prejudicada, o que lhe resultou em uma gagueira, sem falar em uns ataques de fúria que o acometiam e para completar o pacote de tragédias, Flavian ficou com uns lapsos de memória.  Tentando se recuperar de todas essas coisas (se é que dá), ele fica sabendo que a ex noiva ficou viúva, e a família acha que eles devem se casar.

Claro que o coitado não quer nada disso, e com razão né?

Alguns meses antes do encontro com o grupo do Clube dos Sobreviventes, Flavian vai ao baile em homenagem ao seu amigo Vincent, o visconde de Darleigh, e sua esposa Sophia, onde ele conhece e dança por duas vezes com Agnes, amiga de Sophia.

"Havia nele algo cruel, espirituoso, encantador e doloroso.
Mas tudo que percebera sobre ele não era consciente. Agnes sentia-se envolvida de um modo tão intenso que aquele momento parecia uma eternidade – ou um piscar de olhos."

Agnes nunca quis muito do coração, seu casamento foi um relacionamento calmo, pacato e bem respeitoso. Agora ela está morando com a sua irmã, pois está viúva a três anos e não vê mais nenhuma esperança para o seu coração, não acredita que um dia vai se apaixonar por alguém. Definitivamente isso simplesmente não é pra ela, mas, após conhecer Flavian no baile, suas ideias começam a mudar, pois algumas sensações diferentes começam a brotar em seu coração e ela acredita que possa estar se apaixonando.



Quando Flavian e Agnes se encontram novamente, ambos sentem que algo está acontecendo entre eles, talvez o despertar de uma paixão... Flavian pede Agnes em casamento e mesmo não se conhecendo muito bem ambos embarcam nesse amor.
Como nem tudo são flores, Agnes vai ficar confusa quando souber da ex noiva de Flavian, imaginando que ele só se casou com ela para poder se ver livre da ex noiva.

O amor vai falar mais alto e a história é linda, cheia de paixão, superação e encantamento, nos fazendo acreditar que com muito amor, tudo é possível.
Super recomendo essa leitura


Estou bem curiosa para ler o próximo livro (como sempre)



Vamos falar um pouco da parte técnica do livro?
Na capa temos a imagem de uma moça com roupa de época, em um recorte que remete a lembrança de um camafeu. A capa é toda fosca com aplicação de verniz (brilho) no título do livro, na foto e no nome da autora. A diagramação interna é simples, mas muito bem cuidada. As páginas foram impressas em papel off-white, o que suaviza a leitura e não cansa os olhos. O livro possui 288.
Parabéns para a editora Arqueiro pelo belo trabalho.

Os livros da série Clube dos Sobreviventes são:
1 – Uma Proposta e Nada Mais (The Proposal) (Gwen e Hugo)
1.5 – The Suitor
2 – Um Acordo e Nada Mais (The Arrangement) (Sophia e Vincent)
3 – Uma Loucura e Nada Mais (The Escape) (Samantha e Benedict)
4 – Uma Paixão e Nada Mais (Only Enchanting) (Agnes e Flavian)
5 – Only Promise
6 – Only a Kiss
7 – Only Beloved



Capas estrangeiras:

    


Sobre a autora: Mary Balogh nasceu e foi criada no País de Gales. Ainda jovem, se mudou para o Canadá, onde planejava passar dois anos trabalhando como professora. Porém ela se apaixonou, casou e criou raízes definitivas do outro lado do Atlântico. Sempre sonhou ser escritora e tinha certeza de que, no dia em que escrevesse um livro, ele seria ambientado na Inglaterra do Período da Regência. Quando sua filha mais nova tinha 6 anos, Mary finalmente encontrou tempo para se dedicar ao antigo sonho. Depois de três meses escrevendo na mesa da cozinha, a primeira versão de sua obra de estreia estava pronta. Publicada em 1985, deu a Mary o prêmio da Romantic Times de autora revelação na categoria Período da Regência. Em 1988, depois de vinte anos de magistério, ela passou a se dedicar apenas aos livros.
Hoje Mary Balogh é presença constante na lista de mais vendidos do The New York Times e vencedora de diversos prêmios literários.