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13 de dezembro de 2013

Resenha Literária – Drácula, de Bram Stoker

drácula-capaTítulo: Drácula
Autor: Bram Stoker
Tradução: Lúcio Cardoso
Editora: Civilização Brasileira
Páginas: 252
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Sinopse: Este clássico escrito em 1897 já é muito conhecido do grande público, mas esta versão tem o grande diferencial de ter sido traduzida por Lúcio Cardoso, o que dá ao texto um valor histórico singular. A tradução está há anos fora do mercado, sendo rara até mesmo em sebos. No romance, Jonathan Harker é um jovem advogado enviado ao castelo do conde Drácula, na Transilvânia. Durante a viagem, Jonathan percebe que foi envolvido em uma trama sinistra, cheia de mistério, em que nada é por acaso, e da qual só sairá vivo se for capaz de exterminar o poderoso conde e sua amaldiçoada sede de sangue.




Jonathan Harker viaja até um castelo na Transilvânia onde ele se encontrará com um misterioso Conde interessado em adquirir algumas propriedades na Inglaterra. A hospitalidade se transforma em algo tenebroso e o castelo se torna uma prisão. O Conde viaja para a Inglaterra onde sua presença maligna se alimenta. Uma de suas vítimas é tratada pelo Dr. Van Helsing que reconhece o caráter diabólico da estranha doença que aflige Lucy, amiga de Mina, noiva de Jonathan. O destino de Lucy é hediondo porém menos monstruoso que o de Mina, ligada ao Conde por um ritual de união. Van Helsing, astutamente, resolve usar essa união como recurso para chegar ao inimigo.

As lendas e as histórias do Conde já estão presentes em nosso inconsciente, sua personalidade ameaçadora, sua ferocidade irrestrita e os desdobramentos da sua vontade implacável. Graças ao livro podemos ouvir a voz dos personagens envolvidos diretamente, pois os acontecimentos são encadeados sob a forma de cartas, diários e notícias de jornal, formando uma sequência de situações e opiniões onde nos é revelado como cada personagem reage a presença do Conde e as consequências de seus atos.

Não temos acesso aos pensamentos do Conde ou suas motivações, o que só aumenta a aura enigmática e imprevisível do seu comportamento. O Conde é uma força que oprime suas vítimas, de maneira absoluta e insidiosa.

A história possui um tom jornalístico e até investigativo, lidando com fatos e pontos de vista diferentes, gerando um documento de época onde a tecnologia se misturava ao misticismo, o retrato de um passado distante e arcano onde a credulidade afiançava benefícios e onde a ciência lutava contra demônios.


– "Seja bem-vindo a minha casa – repetiu , entre livremente, regresse são e salvo e deixe aqui um pouco da felicidade que traz consigo.”
(pág. 22)

A impossibilidade de influenciar aquele que não se submete e o arsenal de superstições que fortalecem ou enfraquecem o sobrenatural são os expedientes de um mundo que vive cercado pelas trevas.

Esse é o mundo onde vivemos e o mundo daquele que nos aterroriza, desafia e comanda:
DRÁCULA

Vamos falar um pouco da parte técnica do livro?
A capa, consoante ao espírito jornalístico do livro, exibe um fragmento de imagem com efeito halftone expondo algo como um pedaço de uma foto de jornal mesclado com um elemento caligráfico, unindo e ilustrando os elementos que compõem o livro: recortes de jornal, cartas e diários manuscritos.
O texto do livro foi composto em Sabon, desenho tipográfico de Jan Tschichold de 1964 baseado nos estudos de Claude Garamond e Jacques Sabon no século XVI, em corpo 11/15. Para títulos e destaques, foi utilizada a tipografia Frutiger, desenhada por Adrian Frutiger em 1975.
A impressão é em papel off-white. O livro possui 252 páginas divididas em 22 capítulos.

bram stocker
Sobre o autor:
Irlandês, funcionário público e amante de teatro, Bram Stoker (1847-1912) foi contemporâneo de outros grandes escritores como Oscar Wilde e Arthur Conan Doyle. Dedicou grande parte de sua vida à escrita de textos de terror. O reconhecimento público, porém, se deu apenas após seu falecimento, principalmente a partir da adaptação da história do conde Drácula para o teatro e, posteriormente, para o cinema.