Autor: Matilda Wright
Editora: Quinta Essência (LeYa)
Páginas: 240
Sinopse: Paris, 1854. Um dos homens mais ricos da França, o marquês de Villeclaire tem uma vida luxuosa e despreocupada, onde não falta nada que o dinheiro e a sua posição social possam pagar. Mulheres, jogo, festas, caçadas, palácios… Mas uma aposta faz com que os destinos de Villeclaire e Catherine Duvernois, uma jovem e misteriosa viúva, se cruzem, numa fase em que uma nuvem negra assombra os dias do belo marquês, prestes a casar, contra sua vontade, com Blanche de Belfort. A vida de Louis de Villaclaire desmorona-se… Quem é Catherine Duvernois? E Blanche de Belfort? Alguém está mentindo. Mas quem? Por quê? A resposta mudará para sempre o futuro destas três personagens. Um romance arrebatador, que se desenrola entre os sofisticados salões da aristocracia parisiense e as deslumbrantes paisagens do vale do Loire, levando os leitores numa viagem inesquecível por cenários de sonho, durante o reinado do Imperador Napoleão III.
Um lindo e comovente romance de época, que você ler e amar.
O marquês de Villeclaire é um dos homens mais ricos da França e vive uma vida repleta de mulheres, festas, bebidas e tudo mais que a sua posição pode fornecer.
Certo dia Louis de Villeclaire estava em um dos melhores bordéis de Paris quando descobre que o velho tabelião Duvernois morreu após uma aposta com o conde Joubert, na qual ambos apostaram qual deles seria mais rápido disparando uma pistola.
Apesar da tragédia, Villeclaire não pode deixar de ficar um pouco contente, pois com a morte de Duvernois ele ficaria um pouco mais rico, porque duas semanas antes eles tinham feito uma aposta e Villeclaire havia ganho dois bilhões de francos de Duvernois, dias depois ele foi cobrar o que era seu de direito, mas Duvernois não tinha o valor e assinou uma nota de dívida que venceria dali a duas semanas… então tudo o que pertencia a Duvernois, agora com sua morte, era de Villeclaire.
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"Pareceu-lhe tudo tal como combinado: em 18 de novembro de 1857, se não dispusesse dos dois bilhões de francos que lhe devia, o tabelião comprometia-se a passar para a sua propriedade “o edifício onde moro, no nº42 da Rue des Archives, o edifício nº71 da Rue des Francs Bourgeois, o nº60 da Rue de Rosiers, a minha casa de Saint-Cast-le-Guido, e todos os bens e pessoas que nelas houver””
(pág. 19)
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O que Villeclaire não esperava era acabar responsável pela viúva de Duvernois, mas ele já tinha planejado que a colocaria em algum convento ou algo do tipo, mas assim que encontrou-se pessoalmente com a viúva não acreditou que no que viu… ela era jovem e bela! Que surpresa!
"Louis sentiu-se fulminado por um raio. Aquela jovem, que teria pouco mais de vinte anos, era a viúva do tabelião! Olhou uma vez mais para ela e admirou-lhe os enormes olhos verdes, as maçãs do rosto salientes, a boca cheia e bem desenhada e o cabelo escuro que lhe caía, encaracolado, nos ombros e nas costas. Era muito bonita. Era mais do que bonita, era verdadeiramente encantadora, mas de uma beleza triste."
(pág. 23)
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Villeclaire ficou encantado pela beleza de Catherine, a viúva de Duvernois, ela não lhe saía da cabeça e mandá-la para um convento era a última coisa que ele desejava, então resolveu que a levaria para o sua propriedade e faria dela sua amante.
" – Não se trata de um convento. Mudei de ideia a seu respeito. É jovem e bonita, seria um desperdício escondê-la do mundo. Tenciono torná-la minha amante… por enquanto. Depois pensarei o que fazer…"
(pág. 35)
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Catherine ficou indignada com tal afronta! Sua vida vinha sendo um martírio desde seu casamento com Duvernois e agora que imaginou que poderia finalmente começar a sua vida, acontece essa tragédia! Ela não iria permitir uma coisa dessas, mesmo sentindo-se atraída por ele!
Qual seria a real história de Catherine?
Seria ela uma interesseira ou um jovem realmente inocente?
Será que ela é realmente quem se diz ser?
Se você gosta de romance de época, pode ler “Aposta Indecente” que com certeza você vai adorar cada capítulo e torcer a cada página lida por esse casal!!
Vamos falar um pouco da parte técnica do livro?
A capa é linda, nos transmite romantismo mesclado com pureza. O título está em letras douradas. Nas orelhas do livro encontramos um pouco sobre a história e sobre a autora. A diagramação é simples, mas muito bem cuidada. As páginas foram impressas em papel cor creme o que suaviza a leitura e não cansa os olhos. A tipologia utilizada é a Original Garamond BT e possui tamanho bom e as margens são adequadas. O livro possui 240 páginas divididas em doze capítulos.
Parabéns para a editora Quinta Essência pelo trabalho belíssimo.