Título original: How to be a Woman
Autor: Caitlin Moran
Editora: Paralela (Compahia das Letras)
Páginas: 240
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Sinopse: Nunca houve época melhor para ser mulher. Elas podem votar, têm a pílula, estão no topo das paradas musicais, são eleitas presidentes e primeiras-ministras e não são acusadas de bruxaria e queimadas desde 1727. Entretanto, algumas perguntinhas incômodas persistem: Os homens no fundo as odeiam? Como elas devem chamar os próprios peitos? Por que as calcinhas estão ficando cada vez menores? E por que as pessoas insistem em perguntar quando elas vão ter filhos? Em Como ser mulher, Caitlin Moran responde a essas e muitas outras perguntas que mulheres modernas no mundo todo estão se fazendo.
Recebi esse livro através parceria com a editora Paralela no final do ano passado e li rapidamente, ele é bem leve e a leitura flui naturalmente, permitindo ao leitor se divertir e refletir sobre assuntos importantes do universo feminino.
Caitlin conta como foi a sua infância em uma casa com muitos irmãos, as descobertas sobre assuntos femininos na juventude, o relacionamento dela com os irmãos e os pais e como ela lidava com tudo isso.
Minha mãe se abaixa perto de mim e segura o prato à minha frente. "Assopre e faça um pedido!", ela diz, toda alegre. "Não é um bolo", eu digo, "É uma baguete." "Recheada de cream cheese Philadelphia!", minha mãe diz, toda alegre. "É uma baguete" eu repito "E só tem sete velas" "Você está grande demais para bolo", minha mãe diz e assopra as velas por conta própria. "E cada vela vale dois anos!" "Eu não tenho catorze anos." "Pare de ser tão fresca!" Como a minha baguete de aniversário. Está ótima. Adoro Philadelphia.
(pág. 11)
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Ela fala também sobre machismo, trabalho, peso, amor, maternidade, aborto e muito mais, tudo de forma bem humorada e com um olhar crítico.
Com a mente totalmente aberta ela aborda assuntos delicados de forma clara e sem preconceitos, Caitlin é uma mulher que não tem receio em falar sobre sua vida e sobre o que pensa, ela simplesmente diz.
“Tem gente que tenta fazer parar, é claro: há adolescentes que tentam ganhar tempo regredindo, de maneira agressiva, ao seu eu de cinco anos de idade ficando obcecadas por “coisas de menininha” e cor-de-rosa. Enchem a cama de ursos de pelúcia para deixar claro que não há lugar para sexo. Falam feito bebês para que ninguém lhes faça perguntas de adulto.”
(pág. 13)
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Acredito que todas as mulheres deveriam ter esse livro na estante ou pelo menos lê-lo. Para os homens antenados que gostariam de entender um pouco do universo feminino “Como ser Mulher” é uma boa pedida.
Vamos falar um pouco da parte técnica do livro?
A capa combina muito bem com o tema do livro. Nas orelhas do livro, o desenho de fundo é a continuação da capa, onde podemos ler trechos sobre o livro, um pouco sobre a autora e uma foto da Caitlin. A diagramação é simples, mas muito bem cuidada e sem erros, as páginas são creme o que suaviza a leitura e não cansa os olhos. A fonte possui um tamanho bom e as margens são adequadas.
O livro possui 240 páginas divididas em 16 capítulos, além do prólogo, pós-escrito e agradecimentos. Os capítulos não são muito longos e a leitura é rápida.
A editora Paralela está de parabéns pelo ótimo trabalho.
Avaliação:
Capas:
Sobre a autora: CAITLIN MORAN nasceu em Brighton, na Inglaterra, em 1975, e é a mais velha de oito irmãos. Publicou seu primeiro livro aos quinze anos, e começou a trabalhar como jornalista aos dezesseis, na revista Melody Maker. Apresentou o programa de música pop Naked City, na BBC, e hoje é crítica de televisão do Times, para o qual também escreve a coluna satírica de celebridades “Celebrity Watch”.