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24 de abril de 2012

Resenha Literária – Bruxas, Bruxos e os Feitiços mais cruéis que se podem imaginar, seleção de Joseph Jacobs

Bruxas e bruxos e os feitiçosTítulo: Bruxas, Bruxos e os Feitiços mais cruéis que se podem imaginar
Autor: Seleção de Joseph Jacobs
Série: Conto de Fadas – Celtas 02
Editora: Martin Claret
Páginas: 136
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Sinopse:
Bruxas... Algumas são más, terrivelmente más! Outras, nem tanto. E existem ainda algumas que são verdadeiras heroínas. É uma pena que só se conheçam as más. Elas foram as que ficaram mais famosas na história da humanidade, afinal, fizeram tantas coisas terríveis que é difícil de esquecer. Mas existem também as boas. E há os feiticeiros... Quem nunca ouviu falar de Merlin, por exemplo – o mago celta que ajudou o Rei Artur? Pois então deixe de lado o preconceito e abra este livro. Nele, você encontrará 10 contos sobre bruxas, bruxos e seus feitiços extraordinários. São contos da cultura celta que foram recolhidos da tradição oral e recontados por Joseph Jacobs, folclorista e estudioso dos mitos e lendas britânicos. Você pode acabar descobrindo que feitiços são muito interessantes – às vezes cruéis, outras, divertidos. Mas tome cuidado! Entre um conto e outro, sem que se dê conta, você pode acabar completamente encantado.

Resenha:
Os livros dessa coleção de contos celtas, são pequenos e com poucas páginas, a diagramação é simples e possui ótimas ilustrações. A capa é muito bem elaborada e possui personalidade, fazendo com que sua identificação seja imediata.
O livro possui 10 contos muito interessantes e diferentes dos contos que costumamos ouvir na nossa cultura. Gostaria de comentar cada um deles, mas se o fizer meu post ficará gigante… falando em gigante, vou comentar um dos contos que gostei chamado “A Batalha dos Pássaros” que conta a filho do reihistória do filho de um rei que foi entregue a um gigante quando fez sete anos de idade. Passado alguns anos, o gigante disse que ele deveria casar com uma de suas filhas.
Auburn, a filha mais nova do gigante procurou o filho do rei e pediu que ele a escolhesse, porque ela não queria se casar com o filho do Rei da Cidade Verde. No dia da escolha o filho de rei de Tethertown escolheu Auburn e o gigante ficou muito furioso e disse que antes de casar, o filho do rei teria que fazer três coisas. As três coisas pedidas eram praticamente impossíveis, mas Auburn apareceu e misteriosamente ajudou o filho do rei.
E assim foi, realizou as três coisas e após o casamento eles fugiram. O gigante tentou persegui-los, mas foi impedido pelas magias de Auburn. Assim que chegaram ao castelo do príncipe, Auburn pede que ele vá primeiro e que depois volte para buscá-la próximo ao poço, mas ele não poderia deixar ninguém beija-lo. O filho do rei seguiu para o castelo e contou que não poderia ser beijado por ninguém, mas infelizmente ele foi beijado inesperadamente por uma cadela e o filho do rei se esqueceu completamente de Auburn.

AuburnEla então esperou e esperou, sentada em um ganho de uma árvore próxima ao poço. Certo dia a esposa de um sapateiro foi pegar água no poço para o marido e ao ver o reflexo daquela linda mulher, pensou ser a sua própria imagem, quebrou a jarra que levava e ao chegar em casa disse ao marido que passou tempo demais sendo sua serva. O mesmo aconteceu com a filha do sapateiro quando foi ao poço, então ele mesmo foi até lá e viu que o reflexo de uma linda mulher, olhou para cima e a viu sentada na árvore.

(Essa passagem sobre a mulher do sapateiro imaginar que o reflexo da linda mulher no lago era seu e quebrar o pote de barro de água dizendo que nunca seria a sua serva, me lembrou a história contada em LP da série Disquinho chamada “A Moura Torta”, onde acontece uma passagem igual, ouvi tanto essa história que tenho ela decorada).

Voltando ao livro, o sapateiro a leva para sua casa e conta que o filho do rei vai casar.
Auburn pede que ele a leve até o castelo, porque gostaria de ver o príncipe. Ao chegar lá é levada até o salão e magicamente ela cria duas pombas, uma dourada e outra prateada, onde ambas fazem pequenas representações das situações que aconteceram entre Auburn e o filho do rei.
O filho do rei então lembra de Auburn e descobriu exatamente quem estava diante dele e diz aos convidados:

”Bem, quando eu era um pouco mais jovem do que sou agora, perdi a chave de um porta-jóia. Mandei fazer uma nova chave, mas quando a trouxeram para mim, encontrei a chave antiga. Agora o que devo fazer. Com qual das chaves devo ficar?”


Então um dos convidados falou:

”Meu conselho é que você fique com a chave antiga, porque e ela se encaixa melhor na fechadura e você está mais acostumado com ela.”

Então o filho do rei se levantou e disse:

”Agradeço-lhe muito o sábio conselho e a palavra honesta. Está é a minha noiva, a filha do gigante, a mulher que salvou minha vida arriscando a sua própria. Eu me casarei com ela, e com nenhuma outra.”

Será que esse conto quer nos mostrar a importância de não esquecermos com facilidade do que nós já temos? E do que realmente é bom para nós? Que as vezes uma mudança de ambiente ou de círculo de amigos faz algumas pessoas esquecerem do que realmente importa?
Trocar o amor certo e verdadeiro por um incerto e arranjado… Que a troca de uma “chave” não pode ser tão fugaz… É importante ter os olhos abertos e perceber quem realmente faz parte da sua vida.
O livro possui mais outros nove contos que tenho certeza que vocês irão apreciar.
Espero que vocês tenham gostado da resenha e aguardo o comentário de vocês dizendo o que acharam Smiley piscando

22 de março de 2012

Resenha Literária – Princesas e Damas Encantadas, seleção de Joseph Jacobs

Princesas e damasTítulo: Princesas e Damas Encantadas
Título original: Celtic fairy tales e More celtic fairy tales
Autor: Seleção de Joseph Jacobs
Série: Conto de Fadas – Celtas 01
Editora: Martin Claret
Páginas: 128
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Sinopse:

Diferentemente do estereótipo de princesa que conhecemos – mulher frágil e sempre à espera de um bondoso e belo cavaleiro que a proteja –, as princesas celtas são mulheres corajosas que enfrentam os mais temíveis perigos para conquistarem a felicidade. Elas combatem bruxas tiranas, recusam casamentos forçados, lutam pelos homens que amam e até mesmo os salvam de emboscadas. São espertas, hábeis e cheias de truques de magia. Em Princesas e damas encantadas, estão reunidos contos da cultura celta que foram recolhidos da tradição oral e recontados por Joseph Jacobs, folclorista e estudioso dos mitos e lendas britânicos. Constituem este volume 12 contos de princesas muito corajosas e de damas misteriosas e mágicas. Aqui, revelam-se outras versões para muitas histórias que você conhece, ou imaginava conhecer.

Resenha: 
O livro é pequeno e possui ao todo oito ótimos contos.
Nos contos celtas temos histórias mais densas e fortes, as heroínas são corajosas, hábeis, inteligentes, enfrentam perigos, bruxas e tudo mais.
Os homens também são personagens presentes, com personalidades marcantes e destemidos. 
A medida que vamos lendo, reconhecemos nos contos celtas as histórias infantis que ouvimos quando crianças, repleta de floreios, mocinhas frágeis e delicadas como“ Árvore de Ouro e Árvore de Prata” com Branca de Neve, “Justa, Morena e Trêmula” com Cinderela, contados de uma maneira muito diferente e peculiar nos contos celtas.
Em alguns momentos vamos encontrar vilões que são duendes, mães vaidosas e egoístas, bruxas estranhas entre outros personagens.
Princesas e Damas Encantadas nos traz a riqueza e a beleza da cultura celta, onde temos uma visão bem diferente dos já conhecidos contos tradicionais.
O livro possui belas ilustrações tanto na capa como internamente, que floreiam os contos e dão vida pictórica aos personagens.

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Avaliação:
estrelas de avaliação 4

29 de fevereiro de 2012

Resenha Literária – Emma, de Jane Austen

Título: Emma
Autor: Jane Austen
Editora: Martin Claret

Sinopse: 
Emma, uma jovem aristocrata, vive entediada em uma localidade perto de Londres em companhia de seu pai. Depois que sua governanta e confidente se casa, sua vida torna-se mais enfadonha. Até esquece seus anseios amorosos. Mas quando menos espera surge um amor.


Resenha:
A história se passa em uma pequena cidade da Inglaterra, na época vitoriana.
Emma Woodhouse, uma jovem de família rica, esnobe e mimada, mas sem deixar de ser doce e adorável, o que pode ser uma mistura muito perigosa.
Vive em uma sociedade onde quase nada se tem para fazer a não ser tentar encontrar um bom partido e ser uma mulher de muitas qualidades.

Emma passa grande parte do seu tempo agindo como casamenteira e tendo atitudes que muitas vezes podem mais atrapalhar do que ajudar.
Perdendo um pouco do controle de suas ações de casamenteira e observando que o que andou fazendo não foi o correto ou o que desejavam algumas pessoas, Emma se vê as vezes com algumas de suas ações.

Mas seu vizinho a ajuda e tenta mostrar para Emma que as atitudes dela nem sempre ajudam, que ela deve ser mais ponderada se realmente quer ajudar.
Emma acaba descobrindo dentro de si um interesse pelo seu maravilhoso vizinho o Sr. Knightley, um grande amigo da família, que é extremamente charmoso e maduro.

No decorrer da história, a personagem cresce, amadurece, aprende com os seus erros e se torna uma pessoa mais responsável e melhor.

Jane Austen é perfeita e consegue sempre nos transmitir as sutilezas dos relacionamentos daquela época, focando nas diferenças de classes, nas dificuldades dos relacionamentos e como era complicado e difícil para a mulher conquistar um espaço na sociedade e ter uma opinião.

Além de várias publicações de Emma, temos também as versões para o cinema e para a BBC.

Emma, 1948 – Série de TV (com Judy Campell)
Emma, 1960 – Série da BBC para TV (com Diana Fairfax)
Emma, 1972 – Série da BBC (com Doran Godwin como Emma)
As Patricinhas de Bevely Hills, 1995 (com Alicia Silverstone, como Cher Horowitz - Emma)
Adaptação moderna de Amy Heckerling
Emma, 1996 – Filme para cinema (com Gwyneth Paltrow)
Emma, 1996 – Série para TV (com Kate Beckinsale)
Emma, 2009 – Série para TV (com Romola Garai)
Aisha, 2010 – Filme Indiano - Bollywood Versão (com Sonam Kapoor)

Avaliação:



Essa resenha faz parte do meu Desafio Literário 2012

Fevereiro - Tema Literário: Nome Próprio